O presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deu as caras em nenhuma manifestação pró-Lula, antes do petista se entregar à Polícia Federal em Curitiba. Na última ação, no sábado, quando Luiz Inácio esteve num trio elétrico em São Bernardo do Campo, nem o FG nem o ex-governador da Bahia Jaques Wagner estiveram presentes.
Para petistas ouvidos pela Folha, a ausência de Ciro praticamente enterrou as chances do pedetista ter o apoio do PT na corrida pelo Planalto em outubro próximo.
“Ciro perdeu a oportunidade de diálogo com potenciais eleitores ao não participar das recentes atividades em apoio a Lula“, disse o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta.
Segundo a Folha, minutos antes da prisão de Lula, petistas chegaram a afirmar que prefeririam apoiar Manuela D’Ávila — pré-candidata à Presidência pelo PCdoB — a Ciro.
Em tempo
O presidente do PDT, Carlos Lupi, que também não compareceu na manifestação, tentou jogar panos quentes para justificar a ausência de Ciro em solidariedade ao ex-presidente Lula. “Não tínhamos como chegar a tempo. Mas vamos visitá-lo nesta semana, se ainda ele estiver lá [na Superintendência da PF, em Curitiba]”.
No sábado, Ciro estava nos Estados Unidos e Lupi em Belém.
Bipolar
Ciro, que não defendeu Lula no último sábado, é o mesmo que queria sequestrá-lo e levá-lo a uma embaixada, como disse em uma entrevista. “Eu quero me voluntariar para formar um grupo, com juristas nos assessorando, que se a gente entender que o Lula pode ser vítima de uma prisão arbitrária, a gente vai lá e sequestra ele e entrega ele numa embaixada”.
Confira a fala de Ciro
