Preocupados com o elevado número de acidentes de trânsito neste município, muitos deles envolvendo pessoas sem habilitação para dirigir veículos automotores, um grupo de cinco estudantes do ensino médio com idade entre 15 e 18 anos criou um simulador de carro totalmente artesanal que contribui para capacitação de futuros condutores e auxilia na redução dos acidentes de trânsito. De acordo com o professor e supervisor do projeto, Raimundo Neto, "estudos já compravam que o uso de simulador veicular reduz acidentalidade e aumenta a segurança no trânsito de uma forma geral".
Conforme destaca, o uso de novas tecnologias, como no caso de simuladores de direção, é uma realidade no mundo todo, especialmente em países desenvolvidos, e o Brasil vem se destacando na melhoria contínua dos processos de formação de seus condutores. Nesta ótica, a concepção do projeto, acrescenta Raimundo Neto, iniciou após alguns amigos e familiares dos alunos sofrerem traumas provenientes de acidentes de trânsito.
"Isso instigou os alunos. Eles queriam fazer algo que pudesse ajudar a comunidade", pontua. Sem recursos financeiros, mas munidos de conhecimento, o grupo recolheu peças em sucatas e oficinas de eletrônica.
O que não pôde ser captado, os alunos tiveram que comprar, como algumas placas e potenciômetros para construção do primeiro protótipo. "Nós fizemos o primeiro e depois fomos aprimorando. Como tínhamos pouco recurso, usamos a mesma placa e volante nos demais modelos. Inicialmente utilizamos madeira e um banco reciclado de um fusca. Depois, pegamos carros em sucata, para que pudéssemos ter todas as dimensões reais", explicou o aluno Joaquim de Sousa Júnior.
Computador
Após aperfeiçoar o protótipo quatro vezes, os alunos do curso técnico em Eletrotécnica da Escola Estadual de Educação Profissional Doutor José Iran Costa, construíram o simulador. "Utilizamos a cabine de um carro velho e colocamos alguns sensores em determinados locais, interligamos o cambio da macha na placa, bem como os pedais e volantes. Fizemos os ajustes de calibração em potenciômetros e associações de polias. Em seguida, ligamos essa placa a um computador com um jogo de direção. Desde a colocação do cinto de segurança até as manobras, tudo é registrado pela placa do jogo, tendo a impressão de estarmos em realidade virtual", descreveu o estudante João Pedro.
O processo de criação, segundo o professor, durou três semanas. Já o valor de cada simulador depende das peças reaproveitadas. "Se arranjarmos parte do material reciclado, conseguimos fazer o sistema e adaptações com cerca de R$ 600", acrescenta o docente, ao ressaltar que todo valor investiu partiu exclusivamente dos alunos.
O professor reconhece que o simulador não "será a solução para todos os problemas no trânsito". No entanto, destaca que projetos como este, que unem o aprendizado à prática, em prol da coletividade, é motivo de orgulho e motivação. "Nada é mais gratificante do que ver os alunos extraírem ideias, daquilo ensino, que facilitam e melhoram o dia a dia. É o protagonismo que se transforma em solução, se transforma na busca por mudança. Não há outro caminho para o desenvolvimento senão a educação", aposta.
A escola em que os alunos estudam tem sido palco de importantes projetos. "Ela é berço do protagonismo juvenil", pontua Raimundo Neto. De lá, onde estudam cerca de 550 alunos, já surgiu projetos como o que transforma o "lixo" eletrônico em cadeira de rodas automatizadas, por exemplo, projeto que utiliza drones no combate ao mosquito Aedes aegypti e tantos outros. "A cidade e seus habitantes ganham com isso. É a escola se realizando como escola, e o aluno se realizando com agente modificador do futuro", detalha.
O horizonte é visto com otimismo pelos estudantes. Eles esperam dar passos mais largos. A intenção do grupo é patentear o projeto e formalizar uma o mais rápido possível uma empresa.
"Queremos colocar nossos protótipos em escolas, para que possam ser utilizados pelos alunos como ferramenta para aulas de trânsito. Já temos em mente o nome da empresa, inclusive as logomarcas. Precisamos apenas de apoio", almeja o estudante Francisco Araújo. O simulador já foi utilizado, como teste, em algumas autoescolas na cidade de Várzea Alegre.
Conforme destaca, o uso de novas tecnologias, como no caso de simuladores de direção, é uma realidade no mundo todo, especialmente em países desenvolvidos, e o Brasil vem se destacando na melhoria contínua dos processos de formação de seus condutores. Nesta ótica, a concepção do projeto, acrescenta Raimundo Neto, iniciou após alguns amigos e familiares dos alunos sofrerem traumas provenientes de acidentes de trânsito.
"Isso instigou os alunos. Eles queriam fazer algo que pudesse ajudar a comunidade", pontua. Sem recursos financeiros, mas munidos de conhecimento, o grupo recolheu peças em sucatas e oficinas de eletrônica.
O que não pôde ser captado, os alunos tiveram que comprar, como algumas placas e potenciômetros para construção do primeiro protótipo. "Nós fizemos o primeiro e depois fomos aprimorando. Como tínhamos pouco recurso, usamos a mesma placa e volante nos demais modelos. Inicialmente utilizamos madeira e um banco reciclado de um fusca. Depois, pegamos carros em sucata, para que pudéssemos ter todas as dimensões reais", explicou o aluno Joaquim de Sousa Júnior.
Computador
Após aperfeiçoar o protótipo quatro vezes, os alunos do curso técnico em Eletrotécnica da Escola Estadual de Educação Profissional Doutor José Iran Costa, construíram o simulador. "Utilizamos a cabine de um carro velho e colocamos alguns sensores em determinados locais, interligamos o cambio da macha na placa, bem como os pedais e volantes. Fizemos os ajustes de calibração em potenciômetros e associações de polias. Em seguida, ligamos essa placa a um computador com um jogo de direção. Desde a colocação do cinto de segurança até as manobras, tudo é registrado pela placa do jogo, tendo a impressão de estarmos em realidade virtual", descreveu o estudante João Pedro.
O processo de criação, segundo o professor, durou três semanas. Já o valor de cada simulador depende das peças reaproveitadas. "Se arranjarmos parte do material reciclado, conseguimos fazer o sistema e adaptações com cerca de R$ 600", acrescenta o docente, ao ressaltar que todo valor investiu partiu exclusivamente dos alunos.
O professor reconhece que o simulador não "será a solução para todos os problemas no trânsito". No entanto, destaca que projetos como este, que unem o aprendizado à prática, em prol da coletividade, é motivo de orgulho e motivação. "Nada é mais gratificante do que ver os alunos extraírem ideias, daquilo ensino, que facilitam e melhoram o dia a dia. É o protagonismo que se transforma em solução, se transforma na busca por mudança. Não há outro caminho para o desenvolvimento senão a educação", aposta.
A escola em que os alunos estudam tem sido palco de importantes projetos. "Ela é berço do protagonismo juvenil", pontua Raimundo Neto. De lá, onde estudam cerca de 550 alunos, já surgiu projetos como o que transforma o "lixo" eletrônico em cadeira de rodas automatizadas, por exemplo, projeto que utiliza drones no combate ao mosquito Aedes aegypti e tantos outros. "A cidade e seus habitantes ganham com isso. É a escola se realizando como escola, e o aluno se realizando com agente modificador do futuro", detalha.
O horizonte é visto com otimismo pelos estudantes. Eles esperam dar passos mais largos. A intenção do grupo é patentear o projeto e formalizar uma o mais rápido possível uma empresa.
"Queremos colocar nossos protótipos em escolas, para que possam ser utilizados pelos alunos como ferramenta para aulas de trânsito. Já temos em mente o nome da empresa, inclusive as logomarcas. Precisamos apenas de apoio", almeja o estudante Francisco Araújo. O simulador já foi utilizado, como teste, em algumas autoescolas na cidade de Várzea Alegre.
Fonte Diário do Nordeste