domingo, 13 de novembro de 2016

Governo do Estado pretende esvaziar DPs com nova penitenciária

O presídio fica no Complexo Itaitinga II, na Região Metropolitana de Fortaleza


Inaugurado ontem, o Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), em Itaitinga (Região Metropolitana de Fortaleza), deve diminuir o excedente do sistema carcerário de sete mil para seis mil presos. Com as 1.012 vagas da nova unidade, o governador Camilo Santana (PT) disse ainda que espera desafogar os xadrezes das delegacias da Polícia Civil. O objetivo é que, até o fim do ano, as unidades deixem de abrigar presos.

Atualmente, a população carcerária do Ceará, que inclui detentos que cumprem pena em regime semiaberto, tem 24 mil pessoas. Somente os detentos que cumprem pena em regime fechado somam 17 mil — num sistema com 11 mil vagas.

Camilo participou da inauguração da unidade prisional, que é a maior do Ceará e tem o perfil de uma penitenciária destinada para trabalho e educação. O local começará a receber presos nesta segunda-feira, 14.

Acompanhado do secretário da Justiça e Cidadania (Sejus), Hélio Leitão, do titular da pasta da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira, e de representantes da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Polícia Militar, o governador conheceu a área de saúde do Cepis, que conta com dentistas, médicos e enfermeiros, ambulatório completo.

O governador esteve ainda no galpão onde estão instaladas as indústrias e conheceu os parceiros — empresas que confeccionam roupas, bolas ecológicas, cadeira de rodas e artesanato nas quais os presos poderão trabalhar. As salas de aula, mesmo sem alunos, já estavam preparadas com as cadeiras e cartazes. A unidade também possui duas quadras poliesportivas cobertas e oito ambientes para o banho de sol.

A Coordenação de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), da Sejus, levou para a unidade projetos de capacitação e oficinas de reciclagem e projetos de capacitação. Seiscentos internos participarão das oficinas de trabalho e de projetos. Outra diferença da unidade é que vão trabalhar agentes penitenciários homens e mulheres.

De acordo com Camilo Santana, a obra foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 26,3 milhões, em contrapartida do Governo Estadual, de R$ 13,9 milhões. Segundo o secretário da Justiça, Hélio Leitão, o preso do Ceará custa aos cofres públicos menos do que a média nacional, de R$ 2,4 mil, conforme anunciado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o secretário, o detento cearense custa menos de R$ 2 mil ao Estado.




Fonte O Povo