Chega a 73 o número de casos confirmados de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita no Ceará, conforme o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (29). Em comparação com o boletim anterior, divulgado no dia 23, houve acréscimo de cinco casos confirmados. Com este quantitativo, o Ceará é o quinto estado do Brasil com maior número de confirmações e fica atrás somente de Pernambuco (273), Bahia (176), Paraíba (95) e Rio Grande do Norte (83).
Atualmente, o Ceará tem 240 casos em investigação e 113 foram descartados. No total de notificações feitas de 2015 até o último dia 26 deste mês, o Ceará ocupa o quarto lugar no ranking com 426 registros. O Estado perde apenas para Pernambuco (1.829), Bahia (972) e Paraíba (847).
No total nacional, o Ministério da Saúde continua investigando 4.291 casos suspeitos de microcefalia. Dos casos já concluídos nacionalmente, 944 foram confirmados e 1.541 descartados. Desde o início da investigação, em outubro de 2015, foram notificados 6.776 casos suspeitos de microcefalia no Brasil.
O boletim do Ministério da Saúde aponta ainda que até o dia 26 de março, foram registrados 208 óbitos (fetal ou neonatal) suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no Brasil. Destes, segundo o órgão, 47 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 139 continuam em investigação e 22 foram descartados.
Não há, neste boletim, informações específicas sobre os locais destes óbitos. No documento do dia 16 março, o Ministério da Saúde expôs que o com 11 mortes, o Ceará era o estado brasileiro com o maior número de casos de microcefalia e/ ou alterações do sistema nervoso central que evoluíram para óbito fetal ou neonatal. Na época, o Ceará era seguido por Rio Grande do Norte (10) e a Paraíba (7) com o maior registro de óbitos.
No boletim, o Ministério da Saúde também orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, além de indicar a proteção da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Fonte Diário do Nordeste