quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Cearenses criam material capaz de regenerar pele e são finalistas em feira de ciências internacional

Foto Arquivo pessoal.
Não no ambiente controlado de um laboratório, mas no chão de uma escola pública do interior do Ceará. Foi nesse contexto de aparente simplicidade, mas muita inteligência, que o CellScale surgiu. O projeto, gestado no município de Cascavel, é finalista da maior feira de ciências e tecnologia da América Latina, a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec). Agora, precisa de apoio para que a equipe represente o Ceará presencialmente.

São passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação, tudo na conta dos integrantes, oriundos da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marconi Coelho Reis. O destino é o Rio Grande do Sul, onde acontece a etapa final do evento, no fim deste mês.

“Como somos estudantes de escola pública, esses custos são muito altos para as nossas famílias. Por isso, criamos uma mobilização com vaquinha e rifas para tornar esse sonho realidade”, explica João Pedro Monteiro Silva.

Aos 18 anos, ele é monitor de laboratório e mentor da pesquisa que impulsionou a criação do projeto CellScale. Em linhas gerais, a iniciativa foi capaz de criar um biomaterial inovador ao utilizar escamas de peixe e resíduos de cana-de-açúcar para auxiliar na regeneração da pele e no tratamento de águas contaminadas.

Os participantes são os estudantes Ana Clara e Carlos Vinícius, orientados pelos professores Guilherme Maciel e Francisco Augusto.

Carlos e Ana Clara, inclusive, observaram e desenvolveram o projeto a partir de uma ideia oriunda da própria realidade em Cascavel. Os estudantes convivem diariamente com dois problemas graves na região, cujos impactos no meio ambiente são diretos: geração de resíduos e alto custo de tratamentos com curativos importados.

Com informações do Diário do Nordeste.