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| Foto Arquivo pessoal. |
Não no ambiente controlado de um laboratório, mas no chão de uma escola pública do interior do Ceará. Foi nesse contexto de aparente simplicidade, mas muita inteligência, que o CellScale surgiu. O projeto, gestado no município de Cascavel, é finalista da maior feira de ciências e tecnologia da América Latina, a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec). Agora, precisa de apoio para que a equipe represente o Ceará presencialmente.
São passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação, tudo na conta dos integrantes, oriundos da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marconi Coelho Reis. O destino é o Rio Grande do Sul, onde acontece a etapa final do evento, no fim deste mês.
“Como somos estudantes de escola pública, esses custos são muito altos para as nossas famílias. Por isso, criamos uma mobilização com vaquinha e rifas para tornar esse sonho realidade”, explica João Pedro Monteiro Silva.
Aos 18 anos, ele é monitor de laboratório e mentor da pesquisa que impulsionou a criação do projeto CellScale. Em linhas gerais, a iniciativa foi capaz de criar um biomaterial inovador ao utilizar escamas de peixe e resíduos de cana-de-açúcar para auxiliar na regeneração da pele e no tratamento de águas contaminadas.
Os participantes são os estudantes Ana Clara e Carlos Vinícius, orientados pelos professores Guilherme Maciel e Francisco Augusto.
Carlos e Ana Clara, inclusive, observaram e desenvolveram o projeto a partir de uma ideia oriunda da própria realidade em Cascavel. Os estudantes convivem diariamente com dois problemas graves na região, cujos impactos no meio ambiente são diretos: geração de resíduos e alto custo de tratamentos com curativos importados.
Com informações do Diário do Nordeste.
