domingo, 14 de junho de 2026

Chapada do Araripe vira jogo de tabuleiro desenvolvido com ajuda de crianças no Ceará

Foto: Bruno Moura/Divulgação.
Um jogo de tabuleiro que apresenta e celebra lendas, paisagens e artistas do Cariri cearense será lançado neste último sábado (13), em Fortaleza. Intitulado “Imaginário Cariri”, o produto nasceu de um projeto de extensão do curso de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e foi elaborado junto a crianças da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, de Nova Olinda.

O jogo foi pensado para estimular a valorização das riquezas da Chapada do Araripe e foi 100% elaborado por cearenses. A brincadeira inclui um kit de tabuleiros e cartas divididas em quatro categorias: lenda, local, mestre e objeto.

Em cada jogada, os participantes devem percorrer uma jornada por lugares simbólicos do Cariri, conhecendo os diferentes bens culturais da região, como os grupos de reisado, o Mirante do Caldas, o trabalho do mestre Espedito Seleiro, o Horto do Padre Cícero e mais.

O objetivo do jogo é conquistar a maior pontuação com cartas de imaginário por meio da utilização de cartas de memória. Indicado para crianças de 11 anos ou mais, o jogo conta com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

A ideia de elaborar um jogo focado nas riquezas da Chapada do Araripe surgiu após o início da campanha para tornar o local um Patrimônio da Humanidade, conta Andrea Pinheiro, professora do cursos de Sistemas e Mídias Digitais da UFC e coordenadora do projeto de extensão SMD Lab – Laboratório Experimental de Jogos, Comunicação e Audiovisual, um dos responsáveis pelo produto.

Em 2024, para dar início ao projeto, professores, alunos e egressos da UFC realizaram excursões ao Cariri e contaram com a sensibilidade e o olhar atento das crianças da Fundação Casa Grande, que opinaram em todas as fases do projeto, das ilustrações aos recursos de acessibilidade e modo de jogar.

“Para nós, é impossível pensar o território sem as crianças. É por isso que o projeto nasce também querendo, já na sua gênese, olhar para essa região na perspectiva das crianças. Como é que elas, que moram no território, elas que vivenciam aquela região, como é que elas olham, como é que elas enxergam, como é que elas sentem o território da Chapada do Araripe?”, explica Andrea.

Com informações do Diário do Nordeste.