segunda-feira, 22 de abril de 2019

Proprietário oficial do sítio que seria de Lula pede permissão à Justiça para vender imóvel

A defesa do empresário Fernando Bittar, proprietário do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no estado de São Paulo, encaminhou à Justiça nesta segunda-feira, 22, pedido de permissão para venda do imóvel. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A residência é alvo de desdobramentos da Operação Lava Jato, que resultou na condenação de 12 anos e 11 meses do ex-presidente Lula, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esta foi a segunda sentença em desfavor do petista. A primeira havia sido no caso do triplex do Guarujá.

Conforme a Folha, a defesa de Bittar, que também foi condenado durante o processo, alegou ao juiz Luiz Bonat, que a venda será mais benéfica à Justiça do que um futuro leilão, que pode ocasionar depreciação do valor do imóvel em relação a seu preço de mercado.

Bonat ficou a frente dos casos de Curitiba após a saída do ex-juiz Sérgio Moro, que assumiu o ministério da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A petição enviada ao magistrado, sugere que o dinheiro da venda do imóvel seja depositado em conta judicial, a ser indicada por ele.

Segundo a reportagem do jornal paulista, Fernando Bittar adquiriu a propriedade em 2010, por R$ 500 mil. Em fevereiro de 2019, Lula, o empresário e mais dez pessoas foram condenadas durante o processo. De acordo com a sentença, o ex-presidente supostamente recebeu R$ 1 milhão em propinas na reforma na propriedade.

A Lava Jato informou que o imóvel passou por três reformas, que foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin. As intervenções somaram R$ 1,02 milhão, sendo uma administrada pelo pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra sob comando da Odebrecht, por R$ 700 mil. Por fim, uma reforma na cozinha, pela quantia de R$ 170 mil, sob tutela da OAS.

Lula vai recorrer em segunda instância a condenação. Bittar, que recebeu pena de três anos e multa de cerca de R$ 14 mil, recorre em liberdade.