terça-feira, 20 de novembro de 2018

Crise hídrica em Iguatu é debatida em audiência pública na Câmara de Vereadores

Na manhã desta terça-feira, 20, a crise hídrica que ameaça a cidade de Iguatu foi debatida em audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores. O presidente do Legislativo, Mário Rodrigues, disse que o objetivo é debater a situação atual em que se encontra o Açude Trussu, responsável pelo abastecimento das cidades de Iguatu e Acopiara, a adutora que apresenta problemas de vazamentos recorrentes e as medidas que devem ser adotadas.

O superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Iguatu, Tácido Cavalcante, voltou a reafirmar que os casos de rompimentos da adutora se devem ao calor, dilatação, colocação dos canos em terreno com pedregulho, sem colchão de areia. “São episódios involuntários, que não podemos prever, e que podem voltar a ocorrer, mas que estamos com equipes sempre prontas para solucionar o mais rápido e restabelecer o abastecimento de água”, pontou.

Cavalcante também reafirmou que há projetos apresentados ao governo do Estado como solução alternativa ao Trussu: a perfuração de mais poços no leito do Rio Jaguaribe e instalação de uma adutora de 1,5 km para levar a água até a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cocobó; e perfuração de poços rasos no chamado aquífero do Julião, que injetaria a água diretamente na adutora do Trussu. “Estes projetos custam em torno de R$ 750 mil e estamos aguardando uma posição do governador”, disse.

O chefe do escritório da Cogerh, em Iguatu, Anatarino Torres, fez uma exposição sobre a situação em que se encontra o Trussu, cujo volume é de 4%. De acordo com a instituição, o volume seria suficiente para atender a demanda de Iguatu até outubro de 2019, mas sem levar as condições de tratamento e da qualidade da água.

O secretário executivo da SRH, Aderilo Alcântara, observou que o município anunciou no ano passado a descoberta de um aquífero, mesmo sem estudos técnicos para comprovar a capacidade de água armazenada no subsolo, e considerou que a situação de abastecimento estava tranquila. “Foi uma surpresa para o governo a indicação de que Iguatu estava prestes a enfrentar falta de água na rede de abastecimento, no início deste ano”, observou. “Vamos analisar esses projetos alternativos, rever orçamento e viabilidade técnica e executá-los”.

Aderilo Alcântara também esclareceu que a responsabilidade de manutenção da adutora do Trussu é do SAAE, pois foi implantada pelo governo do Estado com financiamento do governo federal para evitar no início dos anos 2000 um colapso de água em Iguatu e repassada ao município.
Com informações do Diário do Nordeste.